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Mesmo com traços de origem portuguesa, foi o tempero africano que deu gosto à mistura da festa na Bahia.

E o baiano sabe fazer uma boa festa de rua! Com milhões de pessoas cantando, dançando e curtindo, na paz e em segurança.

A Bahia reinventou os toques e batidas sagradas das religiões ancestrais de matriz africana que deu origem ao samba brasileiro. Criou o trio elétrico, a guitarra baiana, o samba-reggae, a micareta, o axé music, e todo ano surge algo único e magnífico.

Você ficou curioso para saber mais? Então viaje pela história do maior Carnaval do planeta.

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Curiosidades, Tradições
e Festas Populares

É brincadeira antiga do carnaval. Perdeu o horário da saída da atração que queria seguir, correndo pela rua pergunta a alguém se "tal" bloco ou trio passou. Na malandragem, a resposta aponta para o lado errado. E o o folião sai "marchando", correndo, para alcançar a atração que quer ver.  Então, como ensinou Caetano Veloso "quem já boto pra marchar, aprendeu que é do outro lado de lá".

 

Movimento cultural de moradores do bairro do Rio Vermelho, em Salvador, promove uma grande festa de pré-carnaval, pelo resgate da cultura popular do autêntico Carnaval e da fantasia.

 

lavagem da funceb2A primeira Lavagem Cultural da Fundação Cultura do Estado da Bahia (FUNCEB) aconteceu em 1989, quando a instituição, localizada no Pelourinho, ainda funcionava na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, no bairro dos Barris. A Lavagem prosseguiu apoiada pela comunidade, funcionários, familiares, convidados e celebridades e faz parte do calendário oficial carnavalesco do Governo do Estado. Acontece na terça-feira que antecede o Carnaval e reúne carros alegóricos, afoxés, funcionários, turistas e a população em geral.

 

O Carnaval da Cultura - uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais. O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião.

 

No Dicionário de Baianês, de Nivaldo Lariu, Muvuca é festa de última hora. No carnaval significa muita gente aglomerada, na maior bagunça e empurra-empurra.

 

No meio da multidão do carnaval, entre a corda e a calçada, enquanto os foliões “pipoca” se espremem, ouve-se repetidamente o grito: “Olha o gelo!”. Às vezes é alguém apressado, levando um pesado saco com gelo na cabeça para abastecer o isopor de cerveja dos vendedores ambulantes. Mas também pode ser um jeito baiano de pedir licença no meio da muvuca e conseguir passar pelo aperto mais rápido. Na dúvida, é bom olhar para trás.

 

No meio da multidão do carnaval, entre a corda e a calçada, enquanto os foliões pipoca se espremem, surge uma voz gritando: “Olha o gelo!”. Às vezes é alguém apressado, levando um saco com 20 quilos de gelo na cabeça, para abastecer o isopor de cerveja dos vendedores ambulantes. Mas também pode ser jeito baiano de pedir licença no meio da muvuca e conseguir passar pelo aperto mais rapidamente.

 

Não é isso que você está pensando. Capeta na Bahia é um drink e está presente em toda festa de largo e no carnaval. Barraquinhas enfeitadas vendem a bebida com vodka, guaraná em pó, canela, mel, leite condensado, chocolate ou fruta e gelo. Uma mistura infernal, sem dúvida.

 

Música, gente e a liberdade da via pública são os elementos necessários para formar um arrastão na Bahia. Os músicos saem na frente, à pé ou de caminhão, tocando músicas de carnaval. O povo? Vai atrás, cantando e dançando sem parar. Domingo de Carnaval no Centro Historico de Salvador Na foto: Foto: Roberto Viana/AGECOM

 

É a tradição: Lavagem do Beco na Ilha de Itaparica  com a presença de moradores locais, veranistas e blocos animados com bonecos, charangas e as baianas, que  lavam a Igreja da Matriz e o cortejo percorrendo as principais ruas do centro de Itaparica, da praça do Mercado até a Fonte da Bica. No final de semana antes do Carnaval.

 

Os meninos da lama são garotos, filhos de marisqueiros, que saem às ruas durante o Carnaval, com o corpo coberto de lama. O grupo na verdade é uma forma cultural de mostrar a realidade das pessoas que sobrevivem da cata do marisco e caranguejo, em localidades da Baía de Todos os Santos.  

 

Mandu - Agecom - São Francisco do CondeSão fantasias confeccionadas com anágua, peneira, cabo de vassoura e um paletó velho. A palavra mandu pode ser encontrada tanto no vocabulário dos índios, quanto no dos africanos. Para os índios significa uma espécie de fantasma e, para os africanos, aquele que se dedica a um orixá, no caso Xangô, Ifã e Obatalá. Nas festas, as pessoas tocam atabaques, berimbau e rucumbo, instrumentos que ficavam ocultos sob as vestes. Com uma peneira sobre a cabeça e um cabo de vassoura coberto por lençol atravessado nas costas, os foliões percorrem as ruas de cidades do interior baiano durante o Carnaval. Em municípios da Chapada Diamantina e do Recôncavo Baiano, os Mandus provocam alvoroço ao passar. Assustam as crianças e recheiam o imaginário infantil com lendas de fantasmas e assombrações brincalhonas.

 

O grupo Lindroamor teve sua origem nas festas religiosas trazidas pelos portugueses, principalmente no culto a São Cosme e Damião. Durante os festejos dos nobres restava aos escravos sair pelas ruas em grupos para tentar conseguir esmolas. Com o tempo, eles perceberam que introduzir lindroamorimagens de santos em bandejas floridas e bandeiras, além de cantar e dançar com um gingado típico de Angola, tornaria o grupo mais atrativo e traria mais dinheiro. O Lidroamor Axé, originário da cidade de São Francisco do Conde, é o mais representativo dos gêneros no Brasil. Costuma fazer as apresentações no mês de setembro, nos festejos dos santos gêmeos, mas também durante o Carnaval.

 

Carnaval de Máscaras de Maragojipe - DivulgaçãoO município do Recôncavo Baiano faz seu Carnaval inspirado na história, que remonta ao século XIX. Preservado como patrimônio imaterial da cultura baiana desde 2009, os festejos mantêm vivas as tradições dos carnavais com máscaras, fantasias, bandinhas de sopro e percussão. O domingo é o dia da folia de Momo mais esperado pelos maragojipanos, por causa do Bloco dos Mascarados, que é o marco da festa, quando todos se encontram vestidos com fantasias.

 

Máscaras e Macacões - Fantasias na década de 1980 - Arquivo Público Na folia baiana, no tempo do Império, as caretas apareciam envoltas em esteiras catolé, feitas de palha ou com folhas de árvore. Mais tarde adotaram as máscaras de caveira e as mortalhas pretas pintadas com cruzes. Careta é o nome dado à máscara e, por extensão, ao mascarado que participa, não só do Carnaval, como de outras festas populares da Bahia. Nas cidades de Santo Amaro, Saubara, Cachoeira, Muritiba, São Francisco do Conde e Mata de São João, além das ilhas pertencentes a Salvador, as caretas são feitas de papel machê e papelão e criadas por artesãos locais. Também são encontradas máscaras de borracha.Caretas do Carnaval da Bahia A história que atravessa gerações relata que as máscaras eram usadas pelos escravos, no Brasil Colônia, durante o Carnaval, quando os senhores de engenho permitiam que estes se expressassem culturalmente. Era a oportunidade que tinham de cultuar seus deuses e divindades, e também de assustar os filhos dos senhores.Caretas - Carnaval da Bahia - Década de 1960 - Arquivo Público Municipal

 

Capabode - AgecomPMSFCHerança da cultura colonial, o Capabode é uma expressão que veio dos escravos, que costumavam arrancar os testículos e a cabeça do bode para usá-los como disfarce e conseguir fugir dos senhores de engenho. Mais tarde, os escravos descendentes de bantos (Angola) começaram a confeccionar máscaras horripilantes para assustar e saquear os estabelecimentos. Com o passar do tempo, a história e as máscaras dos Capabodes foram incorporadas ao Carnaval, tornando-se um dos grupos mais animados na folia do Recôncavo Baiano, em especial na cidade de São Francisco do Conde.

 

Os festejos carnavalescos na cidade de Belmonte, no extremo-sul da Bahia, guardam uma peculiaridade: as chamadas cabeçorras. Trata-se de foliões que saem às ruas durante o dia, trajando máscaras coloridas e empunhando um chicote. A manifestação chama a atenção da criançada, que costuma sair atrás do mascarado aos gritos de “cabeçorra, ladrão de ovo!” e expressões do tipo. O folião se faz de desentendido até juntar o máximo de crianças em sua perseguição. É aí que ele vira-se para a molecada e fingi persegui-las para chicoteá-las, causando grande alarido e animação. De fato, as cabeçorras são uma grande brincadeira, remontando aos carnavais do passado, onde as populares “caretas” eram a grande atração.

 

Cidades históricas como Rio de Contas, na Chapada Diamantina, que floresceu durante o ciclo do ouro, na primeira metade do século XVIII, preservam a tradição das apresentações dos bonecos gigantes e blocos de carnavalescos, em um autêntico Carnaval de rua. Carnaval de Rio de Contas - Chapa Diamantina

 

Tradição centenária de cidades como Amargosa e Jiquiriçá, o Bloco  “Os Cão” é outra manifestação popular que guarda relação com as religiões de matriz africana. Homens pintados de óleo e/ou mascarados, saem às ruas para assustar a garotada e muita gente grande.

 

Arrastão da Quarta de Cinzas-Manu DiasO carnaval termina, mas a folia continua em Salvador na Quarta-feira de Cinzas com o tradicional arrastão comandado por grandes artistas. Sem cordas e com muita animação, os foliões brincam atrás dos trios elétricos, na manhã do primeiro dia da Quaresma, do Farol da Barra até Ondina. Quando termina o percurso ainda tem muita animação e o desejo de que a festa nunca termine. Mas é hora de guardar as fantasias e aguardar o Carnaval da Bahia do próximo ano.

 

Mudança do GarciaNa Segunda-feira do Carnaval, a Mudança do Garcia saí do bairro próximo ao Centro , avançando em direção à Avenida 7 de Setembro - circuito Osmar, oficial do Carnaval -, levando irreverência, animação e crítica social. É um blocão de carnaval sem cordas e sem regras, que tem por tradição atrapalhar o desfile dos blocos tradicionais na avenida. Da mesma forma há também aqueles que aguardam ansiosos nas arquibancadas e camarotes do Campo Grande para ver qual vai ser o tema dos protestos que a Mudança adotará.Mudança do Garcia - Setur

 

Lavagem de GuarajubaA festa em homenagem a o padroeiro São Francisco de Assis começa pela manhã, com cortejo que sai  da praia de Guarajuba em direção à Igreja, no centro de Monte Gordo, no  município de Camaçari, distante 69,6 km de Salvador.  O percurso de três quilômetros é animado por bandinhas de sopro e as tradicionais baianas. Depois do ritual sacro, a festa segue com shows em palcos e trios elétricos.

 

A partir das duas da manhã começa a tradicional Lavagem de Itapuã. O Bando Anunciador percorre as ruas do bairro convocando os moradores para assistir à queima de fogos que acontece às 5h. Lavagem de Itapuã - Bahiatursa Na praça Dorival Caymmi as baianas lavam  as escadarias da igreja e a partir daí começa a festa profana com barracas, blocos de chão, de trio e fanfarras. Segurança na Lavagem de Itapuã 2011 Na foto: Foto: Mateus Pereira/AGECOM A Lavagem de Itapuã é uma homenagem à Nossa Senhora da Conceição de Itapuã e a Iemanjá. A tradição foi iniciada pelas mãos de uma antiga moradora do bairro, conhecida como Dona Niçu, e é mantida por seus filhos e netos. Todos os anos, a festa reúne pescadores, baianas, ciclistas, capoeiristas e cavaleiros num misto de festa religiosa e lúdica.

 

Isso é antigo e ninguém sabe ao certo como começou. Os colares de contas azuis e brancas usados nas fantasias do Filhos de Gandhy são cobiçados durante o Carnaval. Por ser composto só por homens, quando o tapete branco, como é conhecido o bloco, desponta na Avenida, dá início a um maravilhoso espetáculo e a oportunidade da paquera. Foliões trocam os colares por beijos. O gesto não descaracteriza a proposta e tradição do afoxé e se estabeleceu como mais uma das peculiaridades da festa baiana.   Trocar colar por Beijo    Beijo por colar    

 

Você sabia que abadá quer dizer camisa em iorubá? O abadá é o traje oficial dos foliões que brincam dentro das cordas e é identificado com os nomes e cores de cada bloco. O primeiro abadá foi criado pelo publicitário Pedrinho da Rocha, para o bloco Eva, revolucionando o formato geométrico das mortalhas.Abadá

 

Em 1937, uma chuva forte em Feira de Santana impediu o acontecimento do Carnaval. Os foliões feirenses então decidiram fazer a festa algumas semanas depois da data. Foi em Feira de Santana que o carnaval fora de época conheceu seu sucesso.Micareta de Feira de Santana

 

Foi em 1927 que aconteceu a primeira micareta da cidade, com cordões e blocos. Um fato interessante é que o primeiro bloco de lá foi o “Desculpe o mau jeito”, representado por um arlequim sentado de perna aberta e sorrindo. Uma pose de pouca vergonha, como se dizia naquele tempo.

 

Foi nessa cidade, em 1912, que ocorreu o primeiro Carnaval fora de época da Bahia. Dois anos depois, Salvador também começou com suas micarêmes. A festa acontecia no meio da quaresma, pelo fato das chuvas atrapalharem os desfiles do Carnaval convencional. O nome micareta surgiria apenas em 1935, por meio de um concurso promovido pela Associação dos Cronistas Carnavalescos, com apoio da Associação Bahiana de Imprensa (ABI). Bloco Salgueiros do Amor -1936 - Micareta de Jacobina

 

Conta a história que a imagem de Nossa Senhora da Conceição foi trazida para Salvador por Thomé de Souza em 1549, ano de fundação da cidade. A celebração à santa acontece no dia 8 de dezembro, com missa campal e procissão. Como de costume, há também a festa profana, em que milhares de pessoas se divertem entre barracas de comida e bebida na região do Mercado Modelo, em Salvador.

 

O dia 2 de fevereiro é dia de festa para Iemanjá, a Rainha do Mar. Na Alvorada, os festejos começam com milhares de devotos indo em direção ao bairro do Rio Vermelho, em Salvador, para levar os presentes que serão entregues à tarde, em cortejo marítimo. Em terra, muitas festas privadas e públicas, com shows, dança, capoeira e muito mais. Festa de Iemanjá Na foto  Foto Adenilson Nunes  Data 020211 Local Rio Vermelho

 

lavagem de santo amaro1Além da intensa programação religiosa, em homenagem à Nossa Senhora da Purificação, a Festa da Purificação também tem muita música. A celebração começa com novena a partir do dia 24 de janeiro. Realizada desde o século XVIII na cidade localizada a 71 quilômetros de Salvador, a festa tem como ponto alto a Lavagem da Purificação, com concentração em frente à casa da família Velloso (dos irmãos Maria Bethânia e Caetano Veloso), na Rua do Amparo. Baianas, devotos e o público, acompanhados por charangas, unem-se em um ato de cultura, devoção e história. Vestidas com trajes típicos, as baianas lavam as escadarias do templo com água de cheiro e, em seguida, percorrem as principais ruas da cidade. Como parte da programação profana, no palco principal, instalado em frente à Igreja Matriz, são realizadas as apresentações musicais. A festa conta ainda com desfiles de blocos e apresentações de manifestações culturais, como capoeira, samba e maculelê.

 

A Lavagem do Beco do Fuxico em Itabuna é uma tradicional festa pré-carnavalesca, que acontece 15 dias antes da data oficial do Carnaval. Com shows, blocos e muita animação atrai grande público.

 

Lavagem do Bonfim 2015. Foto Carol GarciaA Lavagem das Escadarias Bonfim é considerada a segunda maior manifestação popular da Bahia, perdendo apenas para o Carnaval. O ritual, que se repete todos os anos desde 1754, reúne milhares de pessoas e acontece sempre na segunda quinta-feira do mês de janeiro. O festejo começa nas primeiras horas da manhã, na  Igreja da Conceição da Praia, no bairro do Comércio. Depois da missa, baianas carregando jarros com flores e água de cheiro começam a caminhada de 8 km até a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. São seguidas por uma multidão de fiéis. Todos se vestem de branco, que é a cor de Oxalá, o deus Yoruba sincretizado como Senhor do Bonfim.Chegando na Colina Sagrada, derramam água de cheiro na escadaria da Igreja e sobre as cabeças dos féis, numa manifestação de fé e espiritualidade.

 

apaxes.A figura do índio surgiu no Carnaval da Bahia em meados dos anos 1960, inspirada nos filmes de faroeste do cinema norte americano, nos quais os comanches, sioux e outras etnias indígenas eram destacados como guerreiros combativos, com ideais de liberdade. Proibidos de manifestar a cultura africanizada por longos anos, os negros da Bahia encontraram na caracterização dos peles vermelhas uma forma de brincar o Carnaval com liberdade. Segundo a educadora, atriz e gestora pública Arany Santana, a opressão era transformada em agressividade nos dias de Carnaval e os blocos de índios provocavam temor e apreensão. O número de blocos de índio diminuiu e a forma combativa de brincar mudou muito. Blocos como Os Apaches do Tóroró e Comanches são responsáveis por manter a tradição.

 

blocoSurgiram a partir da década de 1980, de uma evolução dos antigos cordões formados por jovens dos clubes tradicionais da Bahia. Os blocos eram formados por amigos que trabalhavam juntos ou moravam no mesmo bairro.    

 

Imagens do Carnaval arquivo histórico municipal 148Só gente fera novamente: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa, fizeram esse grupo com o intuito de comemorar os dez anos de sucesso nas suas carreiras individuais. Acabaram gravando um disco e de quebra um documentário. Fizeram uma turnê também, tudo isso em 1976.

 

Baby de Canguaceira ao lado dos Novos Baianos 1977Olha esse time: Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo, Moraes Moreira, Luiz Galvão, Dadi, Jorginho Gomes, Charles Negrita, Baxinho, Bola Morais e Odair Cabeça de Poeta. Juntos, essa galera made in Bahia marcou a música brasileira, misturando ritmos como frevo, bossa nova, afoxé, baião e até rock. Produziram trabalhos magníficos a partir de 1969, quando foi criado o grupo.

 

Para dar ainda mais apoio e valorizar as manifestações de matriz africana, o Governo da Bahia lançou em 2007 o Carnaval Ouro Negro. O objetivo é preservar e promover a diversidade cultural no Carnaval baiano. Tem como seu maior expoente os “Filhos de Gandhy”, uma das 100 entidades de matriz africana que integram a programação.Carnaval Ouro Negro-Secult

 

Mamae sacodeEssa é antiga também. Era uma espécie de espanador que os mascarados saíam balançando no rosto das pessoas. Era bastante usado nos anos 1980 e 1990, feito com um bastão de madeira e fitas de náilon ou de plástico colorido.

 

Modificando tambores para conseguir tons e sonoridades diferentes, criando um ritmo único, com a cara da Bahia, o maestro Neguinho do Samba (fundador do Olodum e do bloco Didá) inventou o samba-reggae. O ritmo também está ligado ao axé music. Neguinho do Samba

 

mortalhaÉ praticamente a mãe do abadá. Era uma fantasia prática e barata, com capuz, cores e símbolos fúnebres, feita pelos pequenos blocos. Depois o capuz foi removido e os símbolos deram lugares ao colorido e frases de liberdade. Sucesso até os anos 1990, foi substituída pelo famoso abadá. Mortalha do Bloco Cheiro de Amor criada por Pedrinho da Rocha - década de 1970

 

Considerado o deus da graciosidade, o Rei Momo é o comandante da folia e, muitas vezes, é eleito por concurso. Deve ser uma pessoa que gosta muito de carnaval e de preferência gordo. Porém, na Bahia, ele já foi magro, como Clarindo Silva, foi da cena artística, como os cantores Gerônimo e Pepeu Gomes e, em algumas festas, é substituído pela figura feminina da Rainha Moma. Rainha Moma

 

Dias de carnaval que precedem a quaresma. Dia gordo é o dia de comer carne, que na quaresma é recomendada a abstinência.

 

Saem de quarta-feira a sábado, também com bandas de sucesso, porém, com preços mais acessíveis.

 

Reúnem homens vestidos de mulher ou mulheres vestidas de homens. Cheios de irreverência e graça, viraram uma atração no Carnaval e nas micaretas. Bloco de Travestidos

 

O ritmo contagiante dos tambores, o colorido das roupas e a coreografia marcam o desfiles dos blocos afro. O primeiro bloco afro foi fundado em 1974, no Bairro da Liberdade: o Ilê Aiyê, que, segundo Antônio Carlos Vovô, um dos fundadores, surgiu para combater o racismo. O Ilê inspirou a criação de outros blocos, como Malê Debalê (1979), Olodum (1979), Muzenza (1981), Cortejo Afro (1998) e o Bankoma (2000). Reunidos na programação do Carnaval Ouro Negro, refletem a importância da africanização na cena cultural baiana. Nas localidades que representam, desenvolvem ações sociais e preservação das raízes ancestrais. Bloco Afro - Carnaval da Bahia Bloco Afro - Carnaval da Bahia_

 

É uma junção das palavras micarême (Carnaval fora de época francês) e careta. O nome foi escolhido através de concurso feito pela Associação dos Cronistas Carnavalescos com apoio da Associação Baiana de Imprensa (ABI),em 1935.Micareta de Feira de Santana - Cantor Jota Morback O município de Jacobina fez a primeira folia fora de época na Bahia. Dois anos depois, Salvador também faria uma festa em meio a quaresma, quando a chuva atrapalhou os desfiles dos dias de momo. Mas foi em Feira de Santana que o carnaval fora de época se consagrou, a partir do ano de 1937.

 

Guarda-de-honra-Baile de Carnaval da Cruz-Vermelha- 1938 - Arquivo PúblicoPessoas com alto poder aquisitivo reuniam-se no período do Carnaval para realizar bailes nos salões, com fantasias luxuosas, carros alegóricos e até fogos de artifício.

 

Desfiles de carros enfeitados, acompanhados por grupos de pessoas fantasiadas jogando confete e serpentina para todos os lados! Esse era o corso. Sem contar com o antigo lança-perfume! Quando era permitido usar, os foliões refrescavam as costas uns dos outros. Carnaval-pranchas-de-bonde

 

Desfile do Cordão Carnavalesco Vai Levando (sem data). Foi um dos mais destacados cordões do carnaval baiano, tendo como um dos principais compositores, o sambista Batatinha - memoriasdemomo.com.brEles eram como um cordão, com violão, cavaquinho, flauta e clarinete. Tinham até porta-estandarte, coreografia e músicas próprias.

 

Imagens do Carnaval arquivo histórico municipal 070Os cordões são antigos. Cordão carnavalesco é na realidade um grupo de foliões, geralmente fantasiados, que se reúnem para brincar juntos o carnaval, ao som de batucadas. Apesar do nome, não usam cordas para delimitar espaços. Os cordões originaram as mais tradicionais escolas de samba do país.

 

palco do rockSão estruturas montadas fora dos circuitos do Carnaval para fazer a festa com outros gêneros musicais. Nos palcos alternativos acontecem shows de rock, hip hop, música eletrônica, entre outros.

 

luiz caldasNos anos 1990 os baianos abraçaram um estilo musical como a trilha sonora do Carnaval. O Axé Music, que muitas pessoas dizem ser o mais baiano dos ritmos, mistura afoxé, salsa, samba, reggae, e até mesmo rock. Foi batizado por Hagamenon Brito, jornalista e crítico de música, em 1987.

 

Trio Tapajós - Caetanave - Arquivo PúblicoUma potência e um peso de som em termos de trio elétrico. Responsável por dar suporte a bandas de renome no carnaval da Bahia e nas micaretas, esse trio marcou história nos seus mais de 50 anos de existência. Existem outros, como o Caetanave e o Dragão.

 

Com um poderoso som e equipamento modernos, funciona como um palco andante para as bandas no Carnaval, micaretas e outras festas. Inventado pela dupla Dodô e Osmar em 1949, nasceu de um Ford 1929 reformado e incrementado com amplificadores ligados a uma bateria.   Trio Elétrico_

 

O cordeiro forma o cordão humano de isolamento, composto por cerca de mil pessoas, contratadas pelos blocos para segurar a corda que limita o espaço onde os foliões pagantes brincam, próximo ao trio elétrico. Corda e Cordeiros  

 

Carro de ApoioOs trios elétricos ficaram tão populares no Carnaval que todo mundo queria brincar sobre o caminhão. A saída foi montar outros caminhões, também enfeitados, para receber os convidados dos promotores da festa. O carro de apoio é uma espécie de camarote móvel, com bar e banheiros.

 

Antes da invenção do Trio Elétrico, as coisas no Carnaval eram bem diferentes do que são hoje. Bandinhas de fanfarra, charangas e batuques animavam os foliões. O tempo passou e o carro equipado com amplificadores, inventado pela dupla de músicos Dodó e Osmar, ao ganhar um novo integrante, foi batizado de trio elétrico. Os blocos que reuniam amigos em pequenas aglomerações cresceram, chegando a reunir milhares de pessoas, para acompanhar as apresentações dos artistas. Os blocos de trio foram os principais responsáveis pela animação e fama da festa baiana.   Bloco de Trio no Carnaval da Bahia

 

Afoxé significa candomblé de rua, uma manifestação carnavalesca composta pelo ritmo ijexá. Um dos mais representativos é o Afoxé Filhos de Gandhy, criado em 1949 por estivadores do Porto de Salvador. No primeira vez que desfilou, apesar de mais de 100 inscritos, apenas 36 participantes saíram com medo da repressão policial.O nome foi inspirado na história do líder indiano Mahatma Gandhi, com a proposta de disseminar uma mensagem de paz. No carnaval moderno, os afoxés desfilam junto com os blocos afros na programação do Carnaval Ouro Negro, incentivado pelo Governo do Estado, para preservar as raízes culturais afro-baiana. Afoxé Filhos de Gandhy - Foto GOVBA

Afoxé Filhos de Gandhy - Foto GOVBA

 

Batizado para homenagear um dos maiores sambistas da Bahia, é onde acontece o Carnaval tradicional, preservando a história e a cultura dos festejos antigos. Foliões de todas as idades, fantasiados, mascarados, caretas, fanfarras, filarmônicas, blocos de percussão, bandinhas, charangas, balés folclóricos e capoeiristas sobem e descem as ladeiras de pedra do Pelourinho e ocupam as praças do Centro Histórico, formando uma grande festa de ritmos, cores e muita alegria.   16334819830_be8fe3c776_z

 

Esse circuito é bom demais. Os blocos saem do Farol da Barra e seguem até o bairro de Ondina, num total de 4 quilômetros. De um lado do percurso fica a praia e do outro os camarotes, sacadas e janelas, de onde muita gente contempla a festa. Fotos aéreas do Carnaval 2011 Na foto: Foto Manu Dias/AGECOM

 

Circuito Osmar - AvenidaEsse foi o primeiro percurso oficial criado para a festa em Salvador. Começa na Avenida Sete e segue até a Praça Castro Alves, depois volta para início, pela Rua Carlos Gomes, totalizando 6 quilômetros. Esse circuito tem muita história pra contar!

 

CamaroteNa varanda, na sacada dos prédios e em hotéis. Existe camarote de todo tipo nos circuitos da festa de carnaval da Bahia. Os camarotes possuem estruturas montadas e um mix de atrações que pode incluir presença vip de artistas famosos, palco para shows, bares, restaurantes, boate, SPA, salão de beleza e lounges. Os camarotes com vista panorâmica para os desfiles de rua são os mais disputados e mais caros também. Tem camarote só para convidados, geralmente bancado por patrocinadores, que enxergam no formato uma boa oportunidade de divulgar marcas e produtos.

 

Pular em Bloco - Carnaval da BahiaPular em bloco é o seguinte: o folião desembolsa o dinheiro e tem o direito de vestir o famoso abadá para pular o Carnaval dentro das cordas, curtindo próximo do trio.

 

O folião pipoca é aquele que vai pra rua atrás de todo ou qualquer trio que passa. Praticamente nunca se cansa. Ele quer mais e mais festa! Carnaval Pipoca - Salvador - Bahia Carnaval Pipoca - Foto TurismoBA

 

No Brasil colonial, as praças serviam como pontos de encontro em dias de santos e orixás, daí o termo Festa de Largo. Após a celebração religiosa, as ruas se transformam no espaço para a comemoração profana, que inclui música, dança, comida e bebida. O ciclo de festas populares concentradas no Verão têm início no dia 4 de dezembro, com a Festa de Santa Bárbara, e tem seu ápice da Lavagem do Bonfim, na Festa de Iemanjá e no Carnaval.

 

As lavagens acontecem o ano todo, por toda a Bahia, mas os meses de dezembro, janeiro e fevereiro são os mais animados. É quando acontecem as maiores e mais tradicionais lavagens, motivadas pelo clima de verão e a proximidade do Carnaval. As celebrações realizadas por irmandades católicas, com o passar do tempo adquiriram características dos cultos africanos, saíram de dentro das igrejas e tomaram os largos, praças e as ruas, promovendo a mistura de manifestações e religiões, com cantorias e a utilização de flores e perfumes no ritual. Depois da devoção começa a festa, com muita música, dança e, shows, que reúnem milhares de pessoas.

 

Depois do êxito da micareta de Feira de Santana, que atraía foliões de todas as partes da Bahia, inclusive de Salvador, outras cidades começaram com as suas festas. Isso foi no final dos anos 1950, quando Pojuca, Catu, Alagoinhas e outros municípios começaram a realizar sua folia fora de época. Todas tiveram a contribuição da icônica dupla Dodô e Osmar. Desde 1951 o trio elétrico está presente nas micaretas, particularmente na de Feira de Santana, onde apareceu já neste mesmo ano. Com o dinheiro obtido nos carnavais fora de época, os trios baianos conseguiram se viabilizar e investir na modernização da estrutura. Nos anos 80, a divulgação da festa como produto made in Bahia, junto com as atrações musicais, ajudou a exportar as micaretas para todo o país e o mundo.

 

O Carnaval das máscaras, caretas, das críticas e das alegorias é um traço muito marcante do Carnaval da Bahia, sobretudo no interior, onde os folguedos populares carnavalescos de rua são preservados com grande força e expressão.

 

Além do jeito de falar, do sotaque e de outras particularidades do baianês, existem expressões que são peculiares do Carnaval da Bahia. Corda, cordeiro e pipoca, por exemplo, adquirem outro significado. Separamos alguns vocábulos para orientar o folião que está estreando temporada na folia baiana:

 

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